Passo da Lua (semana de 08/06)
- Adriana Braga
- 8 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de jun.

O Tempo da Compostagem
Veja só... tem uma diferença entre terminar e concluir:
Terminar é quando algo acaba.
Concluir é quando algo é assimilado.
A Lua balsâmica que antecede a Lua Nova raramente produz grandes acontecimentos. Aqui o trabalho acontece em camadas mais profundas. É um período em que a psique começa a separar o resultado do ciclo, cujo ápice aconteceu na lua cheia, daquilo que vai servir de adubo – que vai pra caixa de compostagem.
Por isso essa fase causa estranheza. Tem menos clareza para avançar e menos entusiasmo para insistir no que importa. O impulso de saltar para o novo ainda não chegou, além do cansaço do fim de ciclo - mas a força de continuar exatamente igual ao começo também perdeu força.
O corpo recebe esse processo. Tá sentindo nele? Faça uma pausa e perceba...
Podemos sentir mais necessidade de sono, de recolhimento, de silêncio ou de redução de estímulos. Não porque estamos enfraquecidos, mas porque uma reorganização interna está em curso. A natureza não cria novos brotos antes de recolher a seiva para dentro – e é ela que será a nutrição dos brotos mais formosos.
Esta semana traz uma depuração particularmente importante porque encerra a lunação taurina. E Touro envolve a manutenção daquilo que valorizamos o suficiente para investir tempo, energia e presença. Sentiu?
O que te possui para você se sentir tão esgotado?
Ou
Qual broto te chama para ser nutrido?
Ou
Qual envolvimento emocional só rouba espaço?
Sente no corpo...
Nessa semana, a Lua passa por:
Peixes e dissolve formas envelhecidas.
Em Áries, é o momento de perceber o que pulsa, o que se insinua e inspira.
Em Touro, colocamos no colo o essencial – o que importa.
Em Gêmeos, começamos a experimentar um novo caminho.
Mas qual inteligência opera nesse percurso?
Tendo a achar que não é tanto a lógica-matemática, mas aquela inspirada nas águas piscianas. Aquela em que primeiro sentimos, depois selecionamos e aí então compreendemos e incorporamos.
Talvez o convite mais profundo desta semana seja confiar que o vazio não é ausência. Na maioria das vezes é só o território fértil para que uma nova forma encontre lugar para nascer.
Com a visão, vem o compromisso e a responsabilidade em escolher e decidir o que foi vislumbrado.
Fase balsâmica não é bolinho, envolve encarar a morte de frente. Mas o amor também aparece!
Nem tudo o que se morre é perda - algumas coisas morrem porque o ciclo se fechou.
Quais seriam as sementes de inspiração que vale o seu amor?
Liberdade, liberdade, abram as asas sobre nós!



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