O silêncio entre o estímulo e a resposta
- Adriana Braga
- 28 de mai.
- 2 min de leitura
“Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher nossa resposta. E em nossa resposta reside nosso crescimento e nossa liberdade.”
Viktor Frankl
É meio óbvia a constatação que estamos imersos no frenesie dos novos tempos.
A tecnologia empurrando constantemente às respostas rápidas, produtividade acima de qualquer outra coisa e tudo na velocidade da luz!
Quase não existe espaço entre aquilo que acontece conosco e aquilo que fazemos com o que sentimos.
A mente contemporânea está saturada de estímulos informações, imagens, opiniões... excesso de interpretação, excesso de ansiedade e excesso de movimento.
E assim, vamos perdendo contato com o essencial: a capacidade de digerir o que sentimos antes de reagir.
Porque sentir, perceber, processar - exige pausa e acolhimento.
O intervalo entre o estímulo e a resposta é o espaço onde a experiência ainda está sendo formada. É ali que acontece a digestão psíquica e é ali que a alma tenta compreender o que realmente a tocou.
Mas o que tem acontecido é que muitas vezes não suportamos esse vazio.
Antes que uma emoção amadureça, nós a racionalizamos e antes que um desconforto revele sua mensagem, buscamos distração.
Antes que um sentimento encontre linguagem, transformamos em reação automática.
Na linguagem simbólica da astrologia, isso também aparece de forma muito clara e estamos numa semana em que:
Gêmeos multiplica os estímulos.
Virgem tenta organizar os excessos.
Escorpião mergulha de cabeça naquilo que toca a alma.
Sagitário acelera a busca por sentido.
São movimentos naturais da psique, mas quando acelerados demais, podem nos afastar da presença real sobre aquilo que estamos vivendo. E então nós nos pegamos pensando antes de sentir, ou sentindo demais sem conseguir elaborar. Às vezes até buscamos significado rápido só para aliviar a angústia de não saber.
Mas nem tudo precisa ser imediatamente compreendido. Algumas experiências precisam apenas ser escutadas por dentro antes de ganhar definição.
Talvez uma das práticas mais difíceis hoje seja justamente sustentar esse pequeno silêncio entre uma coisa e outra. Permanecer alguns instantes dentro da própria experiência sem correr para a explicação, para o controle ou para a reação. Porque é nesse espaço que algo genuíno começa a emergir.
Tiragem terapêutica — O espaço entre sentir e reagir
Sugiro uma leitura de tarot/oráculos para esses momentos de sobrecarga emocional, excesso mental e dificuldade de se escutar.
Você pode usar seu próprio baralho e sua escuta amorosa, ou podemos fazer isso juntos.
A proposta da tiragem é investigar:
o que tem mobilizado meu campo emocional ultimamente,
o que ainda pede para ser verdadeiramente sentido,
e qual compreensão pode emergir quando existe pausa suficiente para a digestão psíquica.
Tire uma carta para cada ponto de reflexão e dê-se um tempo de digestão, mesmo que pareça caótico - esse é o campo da criatividade.
Brinque com as cores, movimentos, figuras das cartas, entre nos ambientes sugerido por elas, anote, desenhe, vai ligando os pontos e acima de tudo, sinta todo o processo – as mensagens mais valiosas são as que vem do corpo emocional, deixe fluir...
Essa leitura convida a criar espaço interno... quase sempre a cura começa no silêncio entre um estímulo e outro.





Providencial...