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Lunação em Leão eclipsada!

  • Foto do escritor: Adriana Braga
    Adriana Braga
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

No último encontro do Lunática, propusemos uma brincadeira de leitura simbólica: olhar para a lunação através de três linguagens diferentes — o mapa do céu, o grau Sabiano e uma carta do Tarô.


A ideia era perceber o que aconteceria quando símbolos aparentemente independentes começassem a conversar e produzissem perguntas, associações e imagens.

De um modo geral, apontaram para os temas de identidade, vulnerabilidade, gerenciamento de força e, sobretudo, ao chamado para encontrar uma expressão mais autêntica.


Foi a partir dessa conversa entre os três símbolos que construímos a seguinte leitura:

A imagem do grau Sabiano da lunação (Sol e Lua conjuntos no grau 21° de Leão) traz:


“Galinhas bêbadas batendo asas tontamente, tentando voar.”


A cena é uma caricatura do excesso leonino. Tem força, movimento e desejo de ascensão — mas também confusão.

Na natureza, a galinha é uma ave adaptada ao chão, feita para ter firmeza no solo, não para alçar grandes voos. Quando intoxicada, gasta uma energia enorme tentando performar o voo de uma águia.


O problema não é a falta de potência - talvez até excesso dela - e não saber como direcioná-la.


Leão necessita validar seu valor, mas pode se embriagar com o próprio reflexo. Pode confundir autenticidade com necessidade de aprovação, criatividade com performance e liderança com autoritarismo.


O eclipse escurece justamente o Sol e, por alguns instantes, o brilho desaparece. É como se a luz do palco se apagasse: o ator se vê despido do seu personagem e se pergunta:


Quem sou eu quando ninguém está olhando?


É no escuro do vácuo que percebemos qual luz interna independe do aplauso alheio para existir.


A presença de Júpiter junto à lunação amplia tudo isso: o desejo de expressão, o prazer e a confiança, mas também o risco do exagero — o fogo está tão alto que até as galinhas se intoxicam.

Ao mesmo tempo, Mercúrio em Leão pede para nomearmos o que queremos expor, enquanto sua oposição a Plutão em Aquário traz à superfície verdades que operavam nos porões da alma. Vênus em oposição a Netuno lança uma névoa sobre os desejos e vínculos idealizados. Nem tudo o que reluz é ouro.


Por isso, esta lunação vem clarificar qual máscara já não se sustenta. O caos do eclipse é o intervalo necessário para que a vida se reorganize.


Para somar a esse cenário, o grupo tirou o 3 de Espadas. Usamos duas versões da carta que criaram um diálogo interessante:


  • A primeira versão mostra uma mulher com um buraco no peito e expressão de dor é evidente. A ferida é real e profundamente sentida.

  • A segunda versão mostra um homem diante de três espadas fincadas em um livro. Sua cabeça está aberta e dela saem pequenos pássaros. Aqui, a dor passa pelo pensamento e pela linguagem. As espadas atravessam o livro, permitindo que algo saia da mente rígida e ganhe movimento.


As duas imagens oferecem uma passagem: da dor sentida à dor compreendida. Leão rege o coração na astrologia; o peito pode estar exposto, mas a questão não é permanecer identificado com a ferida, e sim dar vazão ao que pulsa.

A imagem da mulher lembra que a coragem leonina exige acesso à vulnerabilidade.

A imagem do homem alerta que permanecer preso à narrativa do sofrimento é uma escolha.


Essa elaboração do coração se conecta diretamente ao eixo dos Nodos Lunares no mapa. Sendo um eclipse no Nodo Sul em Leão, o céu faz um convite direto a expurgar a necessidade de auto centramento e o apego ao papel de destaque. Ao soltar o excesso de ego, abrimos caminho para o Nodo Norte em Aquário, que aponta para a participação coletiva e para a entrega de uma contribuição genuína ao mundo.


A alquimia desta lunação não é apagar o fogo, mas direcioná-lo.


Como as galinhas do grau Sabiano, diante dessa inflexão de vitalidade e criatividade, podemos bater as asas de forma desajeitada por um tempo. Mas não é preciso dominar um voo perfeito para começar algo que chama desde o fundo do peito.


Talvez o segredo seja simplesmente reconhecer a própria natureza e fincar os pés no chão com dignidade.


Qual é a semente dessa lunação leonina para você?


De que forma você pode se conectar e reconhecer seu próprio Sol?

 
 
 

1 comentário

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Clau Canto
há 4 horas

Reconhecer o chamado e seguir o coração-de-leão.

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Adriana Braga - astrologia, tarot e psicologia

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Gonçalves - MG - Brasil

Atendimentos e consultas com astrologia e tarot voltados à compreensão de padrões emocionais e processos de integração.

A partir do mapa astral, da revolução solar e da leitura simbólica do tarot, o trabalho busca identificar dinâmicas em curso, ampliar a consciência sobre o momento vivido e favorecer a elaboração da experiência.

Os atendimentos são realizados de forma pontual ou em processos breves, como o Ciclo de Integração, com foco em aprofundamento e fechamento.

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